terça-feira, 9 de setembro de 2014

Gênesis - Sebastião Salgado


Circula pelo Brasil a mostra, resultado do ultimo trabalho, de Sebastião Salgado. O talentoso fotógrafo e, porque não dizer, pesquisador brasileiro que vive atualmente na França.
Saiu uma bela reportagem do trabalho em um dos últimos exemplares da revista Bravo!
Vamos torcer para termos esta maravilha em nossa cidade. Por enquanto resta-nos prestigiá-la no CCBB de Brasília com 245 fotografias.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Movelaria Guanabara

A volta de Bandeira Tribuzi de Portugal, em 1945, encontra a juventude intelectual de São Luís reunida no Centro Cultural Gonçalves Dias. Posteriormente, reunidos no local pelo qual seriam mais conhecidos, Movelaria Guanabara, que foi o primeiro movimento modernista em São Luís. Reuniu literários,  artistas plásticos, teatrólogos e folcloristas.

sábado, 10 de julho de 2010

A arte e os subprodutos do peixe


A Arte Contemporânea abre espaço para novos diálogos à serviço da criatividade, do bom gosto e, porque não?, do ecologicamente correto. É o que propõe a exposição de Jacirene de Sousa.
Graduada em Artes, pela Universidade Federal do Maranhão – UFMA, e em Biologia, pela Universidade Estadual do Maranhão – UEMA, ela alia as duas áreas de conhecimento em suas pesquisas. Descobriu recentemente uma técnica simples e barata para curtimento da pele de peixe e o aproveitamento de escamas e tólitos (as pedras encontradas na cabeça). Estes são subprodutos, descartados quando se tira as postas de filé do peixe (para a comercialização nos mercados), e que podem ser utilizados para produtos de moda!

O resultado de seu trabalho pode ser conferido em uma exposição na Galeria de Arte do SESC durante este mês de julho. Ela consta de uma instalação composta por fotografias que abordam o processo de extração do material para seu uso à medida que instiga uma reflexão sobre o aproveitamento de materiais, que normalmente são descartados direto para o lixo; além das roupas confeccionadas com materiais desenvolvidos pela artista.
A artista afirma: "Eu sinceramente gostaria muito de poder ajudar as comunidades pesqueiras a tirar mais proveito de sua atividade. Em vez de apenas venderem peixes, que fossem também importantes fornecedores de peles e com isto o que hoje vai para o lixo iria vestir ou enfeitar pessoas".               


terça-feira, 4 de maio de 2010

Arte em miniatura

A arte está destinada a nos causar surpresas, ainda nos deixa plerplexos com o que é feito em nome de reinvenções que, atribuidas à expressão de idéias e sentimentos, dão novas formas e significados à realidade...
A imaginação e a criatividade põem à prova seus limites: O inusitado na Arte Contemporânea pode ser conferido nas obras do autraliano Ron Mueck e suas esculturas hiperrealistas e, mais recentemente, nas obras dos artistas Slinkachu e Willar Wigan.
Apesar do óbvio, que nos chama atenção da dimensão dos trabalhos, eles apresentam suas obras em diferentes propostas e contextos. Um confecciona suas miniaturas e as insere como intervenções urbanas, as registra e, posteriormente, instaura uma interação com o publico, esperando que ele as perceba.

Slinkachu transmite mensagens em seus trabalhos, são verdadeiras análises da vida social pós moderna. 

willar wigan é outro artista que trabalha miniaturas, mas em um contexto diferenciado, suas obras são expostas em galeria, mas, vistas com auxilio de microscópios...

segunda-feira, 22 de março de 2010

Frida Kahlo e "As cores de Frida"

Volta em cartaz nesta quarta-feira As Cores de Frida às 21h no Teatro Arthur Azevedo.
O espetáculo que interpreta aspectos simbólicos da vida e obra da artista plástica mexicana, surgiu da apresentação magistral de um trabalho de Conclusão de Curso de Graduação de Leônidas Portella . O elenco conta com nomes como Tatiane Soares e Rosa Ewerton.
Sinopse divulgada pelo espetáculo:
* "Nesta proposta de montagem, a pesquisa sobre a Dança-Teatro alemã contextualiza-se às releituras de pinturas, cartas, tintas e esquadros da pintora mexicana Frida Kahlo (1907-1954) uma revolucionária artística, sexual, política, social que agonizou em suas telas a constante degradação de seu corpo durante sua vida".

Frida teve uma vida trágica, sofrida, mas sua determinação e talento sempre ocupam espaço para releituras e interpretações em varias modalidades artísticas.

terça-feira, 9 de março de 2010


"Uma de nós...'' é o título da exposição em  comemoração à mulher!

As artistas plásticas Rosilan Garrido, Marlene Barros, Ana Borges, Adrianna Karlem e Romana Maria reuniram-se também no intuito de fazer referência in memorian à artista Renata Jatahy.

A arte do cartaz é um registro, feito pelo fotógrafo Edigar Rocha, do trabalho feito por ela, intitulado: "Por fora bela viola..." uma instalação que direciona questionamentos sobre os lados intrínsecos da feminilidade.

Os trabalhos começam a ser vistos na escada de acesso à Galeria de Arte do SESC com uma intervenção com objetos de Marlene Barros intitulada: "Noiva" celebrando a mulher e suas expectativas simbolizadas numa urna em forma de coração pedindo: "Deposite seus sonhos"...
Há dois trabalhos de Adrianna Karlem, um objeto e uma video-instalação.
Além de instalações e objetos de Romana Maria, há também registros fotográficos através de aparelho celular em um trabalho de Rosilam Garrido.
*Ambientação do espaço e objetos de Marlene Barros e Renata Jatahy

Dentre as homenagens à Renata, além de trabalhos da artista cedidos por seus familiares, foram feitos mobiles para a ambientação do espaço e exibição de objetos de Marlene Barros.
A obra "À flor da pela" registra Renata jatahy por Ana Borges.

Há uma ala com elementos que se direcionam, simbolica e fisicamente, à artista, em seus trabalhos, em sua personalidade, seus gostos. Que se fazem presentes em cada objeto.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Guernica em3D

Olha que interessante este estudo em três dimensões sobre uma das mais célebres obras do pintor Pablo Picasso!

Guernica é um imenso painel monocromático, pintado à óleo, que retrata os horrores da guerra, inspirado no bombardeio sofrido pela cidade espanhola de Guernica em 26 de abril de 1937 por aviões alemães.

domingo, 13 de setembro de 2009

Nós Que Somos Muitos



A mostra de pintura "Nós Que Somos Muitos..." de Raurício Barbosa, depois de sua exposição no SESC, está em cartaz até o dia 30 de setembro no Parque Botânico da Vale. Morando atualmente no Rio Grande do Sul, o artista, que nesta mostra buscou retratar as lendas e o cotidiano do povo maranhense, atua em diferentes experimetações como o body painting: estilo de arte performática que usa o corpo como suporte. Ele alia mínimos detalhes na pintura corporal buscando a fusão entre o corpo e a paisagem, camuflando-o em muros, paredes e becos, conferidos pelas ruas do Centro Histórico de São Luís em uma atividade pertencente à mesma exposição, em parceria com a Galeria de Arte do SESC e à IV Mostra SESC Guajajara de Artes.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Arte e Impacto

A Arte, em sua evolução cronológica, não está, necessariamente, sempre relacionada à beleza, eis uma das mudanças na estética contemporânea!!
Desde a Pré-História indícios de ações, que elevadas ao status de Arte, nos causam impacto! São causas e efeitos que se bastam em sua contextualização, como os desenhos de bizões impressos em paredes das cavernas com sangue, em busca de boas caçadas ou esculturas como culto à fertilidade feminina na Vênus de Willendorf. Já no Egito antigo, a arte estava vinculada à religiosidade. Atualmente seus objetos e utensílios ricamente trabalhados e múmias são os registros estéticos de um dos povos mais habilidosos e intrigantes das civilizações passadas. Por isso podemos afirmar que a arte está sempre vinculada ao absurdo, não nos causa espanto ver tais objetos como estes em uma exposição. O que também poderá ocorrer quando a arte produzida na contemporaneidade for exposta no futuro!
Specimen Art
Esta visão polêmica da Arte atual estende-se com a Specimen Art posta em discussão por John Naisbitt no livro "High Tech, High Touch - Technology and our search for meaning", em 1999.
É uma modalidade artística que levanta questionamentos como efeito de sua impactante apresentação. Usa os mais diferentes suportes a favor da representação do corpo e seus fluidos naturais.
O inglês Mark Quim é um dos mais respeitados adeptos, em uma de suas obras mais celebres, Self (2001), usa o próprio sangue e seu molde para a confecção de uma cabeça. O caráter simbólico de representação da vida é posto em xeque, para uma extenção de si mesmo.
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quinta-feira, 6 de novembro de 2008

MOVIMENTO GOROROBA

O Movimento Gororoba surgiu de um grupo de estudantes universitários, que tinham a necessidade de mostrar trabalhos com teores de engajamento social e político, divulgados em quatro exposições nos anos de 1977 a 1980.
Na história da Arte, tal posicionamento já havia sido experimentado no Realismo, Expressionismo e por artistas como os mexicanos Diego Rivera, José Clemente Orozco e Davi Alfaro Siqueiros em sua arte mural na década de 1920, que tinha o objetivo de pintar para o povo. Segundo Castelani, só mesmo o mural poderia redimir artisticamente um povo que esquecera a grandeza de sua civilização pré-colombiana durante tantos séculos de opressão estrangeira e de espoliação por parte das oligarquias nacionais culturalmente voltadas para a metrópole espanhola. Os muralistas constituíam um grupo atuante e criativo que formava a vanguarda cultural revolucionária do México, com forte sentido do valor social de sua arte. Intenções semelhantes?
O grupo possuía visão partidária, sim!  Com envolvimentos em diretórios acadêmicos, partidos políticos e sindicatos. Fatores que incentivavam a utilização de temas que retratam esse tipo de estética mobilizando e contextualizando diversas linguagens artísticas à história sócio-política na Arte local. Mostraram também uma diversificação de estilos, técnicas e materiais.
Registros da atuação do grupo podem ser conferidos em minha pesquisa que se encontra no acervo do curso de Especialização em História do Maranhão na UEMA (entitulando o tema), em matérias de jornais, já bastante deteriorados, da época, na Biblioteca Pública Benedito Leite que me forneceram os principais dados; menção na uma monografia de conclusão de curso do artista Maciel Pinheiro, em um site com uma página sobre o artista César Teixeira e, mais recentemente, no livro Veredas Estéticas de João Carlos Pimentel.
1ª Exposição: junho do ano de 1977 em comemoração ao aniversário de fundação do teatro Artur Azevedo.
2ª exposição: 17 de junho a 02 de julho de 1978

 Pintura de Joaquim Santos, s/título.

Detalhe da instalação de Murilo Santos
 Pintura utilizando estuque, recursos fotográficos e sobreposição de objetos, de Murilo Santos.

Recorte do Jornal O Imparcial, identificando uma das exposições do Grupo.

fonte: http://www.outrostempos.uema.br/curso/especializacaopdf/fran.pdf

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Iconografia Urbana de São Luís III

ICONOGRAFIA URBANA DE SÃO LUÍS é o título das mostras artísticas realizadas pelo ICNOS, grupo de artistas que desde 2003 desenvolve trabalhos com o propósito de discutir a imagem da cidade com seus antigos e novos ícones caracterizadores, materializados por meio de objetos, instalações e outras formas de expressões artísticas contemporâneas.
A exposição de 2008 é a terceira, realizada pelo grupo, composto por obras de Adrianna Karlem, Beto Nicácio, Francisca Costa, Wallace Santana, João Carlos Pimentel, Maciel Pinheiro, Mônica Rodrigues, Raimunda Fortes e Régis Costa Oliveira, tendo a Convivência como sua temática atual.
http://www.elo.com.br/pagina.php?dst=novidades&id=183223


TRABALHOS

"APRENDER A SER E A CONVIVER " Maciel Pinheiro
"Inspirado na violência urbana ludovicense. É um protesto e contra o excesso de gente na cidade e no planetaÉ um tributo à natureza humana (não há nada mais mortal e destrutivo do que o ser humano, a violência é o único meio de pelo qual evoluímos). É uma alusão à hipocrisia dos que são a favor do desarmamento" (notas do artista).

"APENAS MARANHENSE" Francisca Costa
Convivência com enfoque direcionado em olhares críticos à poluição visual.
Expressões que limitam a linguagem culta de nosso idioma e formas de pronunciação. Tida como uma das cidades com a lingua mais limpa e livre de sotaques São Luís se orgulha de intitular-se Atenas Brasileira.
Contraste em vistas seu histórico cultural como o da terra em que trouxe Odorico Mendes, tradutor da Ilíada, obra de Homero tida como fundadora da tradição literária ocidental.
O termo parte de um período de ascensão na economia e conseguintemente na cultura. (Jorge Leão).
A Estrutura física: Um Móbile que traz ao centro um lampião (memória cultural / contemporâneo) com fotografias penduradas.
Fragmentos e letreiros com erros de construção gramatical, expostos em prédios pela cidade, apontados pelos alunos da Escola Rubem Almeida em uma aula extraclasse.
A obra propõe uma interação direta com o fruidor que à medida que observa as fotografias, dialoga com sua própria imagem refletida em espelhos no móbile e seu papel como cidadão formador de opiniões. Há ainda um letreiro com letras manipuláveis com ímãs ao seu centro que faz um convite à ordenação de palavras além das expostas como o trocadilho ATENAS e APENAS.

"NEWTON SÁ, POR ONDE ANDARÁ? " Raimunda fortes
"Pessoas foram fotografadas com a pergunta "Por onde andará" em lugares nos quais existiam duas obras públicas de Newton Sá (artista maranhense que completaria 100 anos em 2008). Como essas obras já desapareceram e não existem registros do que aconteceu com elas, o tecido preto está recobrindo a imagem delas deixando ver por uma abertura apenas uma cruz que representa a morte delas para o público e as pessoas que continuam sem uma resposta para a sua indagação" (notas da artista).

"CONVIVÊNCIA EM TRÂNSI TU" João Carlos Pimentel
"Que perguntas e que respostas se pode ter a respeito do trânsito de São Luís? E de que forma convivemos com isso no nosso dia-a-dia!? No seu trabalho CONVIVÊNCIA EM TRÂNSI TU, João Carlos buscou expressar um pouco desse tormento pelo qual, quase todos nós, somos obrigados a passar cotidianamente em São Luís.A obra é materializada numa pequena placa de fibra de madeira prensada tingida com piche e preenchida ao longo de toda a sua extensão com números de placas de carros nos dois sentidos de um avenida, entrecortados por um canteiro ocupado para as mais diversas finalidades.Como últimos elementos aparecem os fragmentos de fita gomada representando tudo o que vive prendendo ou prendendo-se ao trânsito: a imprudência, a fadiga, o estresse, as barreiras, os acidentes, os assaltos, os pedintes, os pedestres e tantas outras categorias impregnadas na dinâmica das ruas e avenidas de São Luís" (notas do artista).
"FRAGMENTOS: ÍCONES DA ICONOGRAFIA URBANA DE SÃO LUÍS" Monica Rodrigues


"A utilização de recursos visuais fotográficos com registros de locais conhecidos ou não, mas presentes no cotidiano ludovicence, incorporado a um suporte comumente conhecido para uso de calçamento. Locais de percurso de pedestres que são sujeitos ativos que andam a maioria das vezes com os olhos voltados para o chão e um olhar fugaz, insuficiente para dar conta das visualidades de nossa iconografia urbana.
De um Projeto denominado Analogias da Arte realizado com alunos do CEGEL em 2003. Trabalha História da Arte observando a realidade de nossa cidade e sua estética urbana.
Pesquisa in loco, numa expedição cultural e o uso do registro fotográfico de locais às vezes passados despercebidos no corre-corre diário das pessoas.
As visualidades registradas nesta ocasião continuaram gerando novos conceitos e possibilidades de enfoque de construção plástica, daí o novo trabalho: Fragmentos". (notas da artista)

"LEMBRANÇAS DE SÃO LUÍS" Regis

"SEM TÍTULO" Beto Nicácio

O trabalho joga com o conceito de "depósito" entre terminais bancários e privada...


" A CIDADE: APENAS UMA OBRA" Adrianna Karlen

"A cidade grita
nas suas vias
transforma-se em ruínas
A cidade
afunda
eleva-se
elege-se
Apenas uma cidade" (Adrianna Karlen)

" TORRE DE ECOS: VIDAS REAIS"


Pessoas
Vidas
Vozes
Ressonância
Encontros
Desencontros
Diversidade de tribos
Uma língua
Muitas falas
Convivência... (Adrianna Karlen)

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Arte para Crianças


A mostra contemporânea "Arte para Crianças" patrocinada pela Companhia Vale do Rio Doce está em cartaz desde o dia 19 de agosto no Convento das Mercês. Traz trabalhos de Yoko Ono como a Árvore dos desejos onde os visitantes interagem pendurando uma aspiração propria, um desejo, obras de de Rubem grilo onde paredes preenchidas de imagens em miniatura xilogravadas, video instalação de Mariana Manhães. As obras de uma forma geral nos dão uma noção de interação com pessoas, o meio. Uma forma de pensar um mundo melhor e consciente.


domingo, 17 de agosto de 2008

Mapa cronológico na Arte Contemporânea Maranhense


Muitos artistas maranhenses formaram-se pelo curso de Educação Artística UFMA, Implantado em 1971. Dentre os quais figuram-se Ana Borges, Airton Marinho, Ciro Falcão, José João Santos Lobato, Donato Fonseca, Paulo César, Rosilan Garrido, Eugênio Araújo, dentre outros.
Entre os acontecimentos que nortearam o período destacam-se as fundações do Centro de Arte Japiaçú em 1972, do Museu Histórico e Artístico do Maranhão em 1973 e a criação da Associação dos Artistas Plásticos do Maranhão em 1976 pelos pintores Nagy Lajos, Ambrósio Amorim, José João Lobato e Jesus Santos.
Surgiram movimentos como o Antroponáutico de 1972 que, por sua vez, influenciou o Movimento Gororoba da década de 80, que teve como participantes representantes das diversas modalidades de arte como Valdelino Cécio, Sérgio Abib, Josias Sobrinho, César Teixeira, Paulo César e Ciro Falcão. Além do movimento Mirarte de 1982, fundado por Fernando Mendonça e Marçal Athaíde, que recebeu influência do artista Rubens Gerchman. Na mesma década alguns artistas iniciam estudos com o artista húngaro Nagy Lajos.
Os anos 90 foram marcados pela realização anual, de 1991 até 1996, da Coletiva de Maio no Salão de Maio do Convento das Mercês, sede da Fundação José Sarney. Patrocinada pela Universidade Federal do Maranhão, pela Alumar e sob coordenação de Maria do Carmo Cabral Marques, promovia mostras que difundia a produção artística contemporânea local.
Outro evento que norteia a cultura local é o Concurso Literário e Artístico Cidade de São Luís criado em 1955 e hoje instaurado como lei municipal. Promovido pela Prefeitura Municipal de São Luís, através da Fundação Municipal de Cultura, realiza premiações nas áreas de artes visuais e literatura.

Seguindo tendências e manifestações artísticas ancoradas por movimentos contemporâneos, artistas como Didi Muniz e Marlene Barros, entre outros, utilizam instalações e vídeo instalações como forma de expressão artística.
Aliados a esse fato ampliaram-se os espaços que divulgam e incentivam as manifestações artísticas maranhenses com exposições permanentes e temporárias como: o Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho, o Convento das Mercês e o Palácio dos Leões. E espaços que exibem mostras temporárias como o Palacete Gentil Braga e a Galeria de Arte do Serviço Social do Comercio – SESC.

sábado, 15 de dezembro de 2007

Arte brasileira

O que se revela nas bienais é que no Brasil a arte segue as tendências mundiais...
A partir da década de 50 surgem movimentos como o Abstracionismo Geométrico propõe a ruptura com a arte figurativa pelo uso de princípios geométricos baseando-se no neoplasticismo de Piet Mondrian. É adotado em São Paulo pelo Grupo Ruptura, em 1952, e no Rio de Janeiro com o Grupo Frente, em 1954. Divergências teóricas entre os dois grupos acabam levando a um rompimento dos cariocas com o concretismo paulista e o reagrupamento em torno do neoconcretismo.
Ao contrário da tendência geométrica, o Abstracionismo Informal não se organiza em torno de grupos e teorias. Na verdade, seu pressuposto básico é a liberdade individual de cada artista para a expressão de sua subjetividade. Não há categorias a priori a condicionar a experiência artística; a única regra a ser seguida é a da não-representação. Inspira-se nas idéias e experiências do pintor Wassily Kandinsky.
O Grupo Ruptura Surgiu em torno do pintor e crítico de arte Waldemar Cordeiro, que promoveu reuniões periódicas para o estudo do Abstracionismo, baseado nos pressupostos de Kandinsky, Mondrian e nas teorias da Gestalt.
Já o Grupo Frente foi Formado por alunos do curso de Pintura que Ivan Serpa ministrava no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Tendo como teóricos os críticos de arte Ferreira Gullar e Mário Pedrosa.
O Neo-concretismo foi o movimento das artes plásticas, genuinamente brasileiro, que começa em 1957, no Rio de Janeiro, como dissidência do Concretismo paulista. Insatisfeitos com o que consideravam excesso de racionalismo, alguns artistas aliam ao Concretismo uma dose maior de sensualidade. Isso é feito com o uso mais livre da cor nas telas e com a criação de objetos que dependem da manipulação do espectador. Tendo como mentores o poeta Ferreira Gullar e a artista plástica Lygia Clark, esses artistas expõem suas idéias no Manifesto Neoconcreto, publicado no Jornal do Brasil em 1959. Outro expoente do movimento é o artista Hélio Oiticica.
Os anos 60 favoreceram o declínio da abstração e o surgimento de uma produção artística que capta o consumo e a comunicação de massa, sugeridos pela influência da Arte Pop americana, além de promover opinião política e a militância por conta da repressão, da censura e pela referência do Tropicalismo.
Tropicalismo foi um movimento que usando deboche, irreverência e improvisação, revoluciona a música popular brasileira, até então dominada pelo estilo musical da Bossa Nova. Teve como lideres os músicos Caetano Veloso e Gilberto Gil que, juntamente com outros artistas da época, usavam as idéias do Manifesto Antropofágico de Oswald de Andrade e da contracultura, usando valores diferentes dos aceitos pela cultura dominante, incluindo referências consideradas cafonas, ultrapassadas ou subdesenvolvidas.
Esse momento marca uma era onde a arte brasileira acompanha paripasso a arte internacional, produzindo instalações e happennings. Fez surgir movimentos como o Movimento Phases ou Grupo Austral de origem francesa adotada no Brasil através de Walter Zanini, fundador do Museu de Arte Contemporânea de São Paulo – MAC/USP (1963); o Grupo Rex com seu próprio espaço de exposições e um jornal.
Teve também grandes mostras como a Opinião 65, organizada por Ceres Franco e Jean Boghici; a Bienal da Bahia, tendo como curadores Francisco Liberato, Juarez Paraíso e Riolan Coutinho; Nova Objetividade Brasileira, organizada por artistas dessa geração; Jovem Arte Contemporânea – JAC, mostra itinerante organizada pelo curador Walter Zanini; Domingos de Criação, manifestações de arte abertas ao público na área externa do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.
Os artistas que mais se destacaram no período foram: Rubens Gerchman; Antônio Henrique Amaral; Tozzi; Glauco Rodrigues; o pernambucano João Câmara; o goiano Siron Franco; mato-grossense Humberto Espíndola; o carioca Antonio Dias (1944) e Hélio Oiticica (que criou o estilo parangolé, promovendo a participação do espectador); o paulista Waldemar Cordeiro (que criou o estilo popcreto, fundição do Concretismo com a Pop Art); Wesly Duke Lee (integrante do Grupo Phases); Nelson Leirner (um dos fundadores do Grupo Rex); Lygia Clark; Carlos Vergara; Flávio – Shiró; Aguilar e muitos outros.
A arte da década de 70 afasta-se da política e dos problemas sociais. É caracterizada pela emblematização da reflexão, da razão, do conceito e tecnologia, professados pela Escola Brasil em São Paulo, pelo Espaço N. O. em Porto Alegre e pelo Núcleo de Arte Contemporânea de João Pessoa.
A Exposição Internacional de Arte por Meios Eletrônicos / Arteônica organizada por Waldemar Cordeiro no Estado de São Paulo, dá abertura à arte tecnológica, realizada com ajuda de computador. A Fundação Nacional de Arte (FUNARTE) é criada nesse período dando grande incentivo à produção artística brasileira.
O momento de transição para a década de 80 foi marcado pela insígnia das diretas já, pela retomada da pintura e pelas mudanças no panorama artístico, marcado por grandes exposições como: Tradição e Ruptura, 1984; A Trama do Gosto, 1987 (organizadas pela Bienal de São Paulo); A Mão Afro-Brasileira, 1988 (organizada pelo Museu de Arte Moderna de São Paulo). Além da mostra Como Vai Você, Geração 80? realizada em 1984 na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, um dos importantes centros de formação da nova geração no Rio de Janeiro, reuniu artistas de diversos pontos do país. A mostra,
[...] evidencia um processo de retomada da pintura em contraposição às vertentes conceituais desenvolvidas na década de 1970. Essa nova tendência alia-se a um momento específico da história do Brasil, assinalado pelo movimento da abertura política. Os jovens artistas voltam-se para uma arte não dogmática, despojada, com ênfase no fazer artístico - pesquisa de novos materiais, inovação das técnicas pictóricas - sem desconsiderar, no entanto, a reflexão teórica (Cadernos História da Pintura no Brasil, 1993, p. 22).
Destacam-se no evento: Alexandre Dacosta, Carlos Matuck, Elizabeth Jobim, Frida Baranek, Jorge Guinle, Daniel Senise e Carlito Carvalhosa, entre muitos somam um total de 61 artistas.
Um dos artistas desse momento histórico foi Eduardo Kac, morando atualmente em Chicago, suas obras marcam por seu efeito tecnológico em outdoors, performances e, algo muito inusitado, como a manipulação genética em sua obra Coelho Florescente, resultado de uma mutação utilizando genes de água-viva, que posteriormente um laboratório francês reclamou sua autoria na pesquisa.
A arte contemporânea brasileira dos anos 90 desenvolve características da arte que está sendo feita em outros países, como, por exemplo, fazer o público participar, até mesmo interferir na obra de arte. Atitude apresentada nas diversas feiras internacionais de Artes Plásticas assim como nas diversas bienais.
A arte efêmera é fruto desse momento utilizando os mais diversificados materiais para compor o objeto artístico. Para o poeta, ensaísta e crítico de arte, Ferreira Gullar (agosto,2002),
"[...] A arte conceitual não propõe nada. Apenas adotou, como fundamento ideológico, o caráter efêmero que o consumismo impôs à sociedade atual [...] fazer da arte expressão do efêmero é chover no molhado. Efêmeros somos nós mesmos e quase tudo a nossa volta".
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Arte Contemporânea

A contemporaneidade na arte pode ser delimitada pela produzida depois da 2ª Guerra Mundial. É caracterizada por apresentar uma ampla disposição para a experimentação, levando os artistas a realizarem uma fusão de linguagens, materiais e tecnologias.
A supremacia do sistema capitalista e o advento de novas tecnologias como a informática que possibilita meios modernos de informação e comunicação global, propiciou o surgimento de uma forma peculiar de arte que segue da era industrial para a era da informação.
A Arte Contemporânea é fruto desse momento. O termo contemporâneo vem do latim contemporaneu, identificando o que é do mesmo tempo, que vive na mesma época (particularmente a época em que vivemos), como identifica o dicionário Aurélio Eletrônico.
Temos, portanto, uma arte que instiga no público uma resposta imediata, rejeitando a universalidade e a ordem definitiva da estética moderna e estabelecendo uma variação de estilos. Faz desaparecer as fronteiras entre o popular e o erudito, recria e cita imagens do passado e apropria-se da cultura de massas.
Ostenta um universo rico em tendências, fértil em idéias e criatividade, utilizando materiais não convencionais, recursos multimídias e soluções estéticas que denunciam uma franca disposição para a experimentação. Ferir os pressupostos é uma das intenções da Arte Contemporânea. Ela direciona a um objeto, um conceito, uma intenção, uma finalidade que acentua, num contexto atual, temas que mobilizam a sociedade, como as crises sociais, o conhecimento, o consumismo e a revolução tecnológica.
Os artistas contemporâneos, como em toda a história, mostram através de sua arte o pensamento de determinada época, a sociedade em que estão vivendo, as questões políticas, religiosas, econômicas e sociais que os envolvem. Distanciam-se do Modernismo e seus conceitos de negação ao que é antigo, pois,
[...] a modernidade compreende a autoconsciência histórica e estética do presente, afastando-se de qualquer outra referência de passado. O moderno livra-se do fardo pesado do passado para poder se estabelecer como modernidade. (RODRIGUES, 2000, p.34).
Recebe inúmeras denominações, entre elas “Pós-Modernismo”. Todavia, esse termo é evitado por muitos autores contemporâneos. Segundo GARDNER (1996 p.87):
"Muitos artistas e críticos dirão que este é um rótulo impreciso para formas diversas de expressão artística, uma crua aproximação daquilo que realmente está acontecendo. Mas, uma vez que precisamos usar palavras e ainda não apareceu ninguém com uma palavra melhor, Pós-Modernismo [é usado] para denotar a arte que sucede o Modernismo e que geralmente o ataca".
A idéia do termo surgiu pela primeira vez, como característica estética, na década de 30 na Espanha pelo escritor e crítico literário Federico de Onís como postmodernismo. Onís
Usou-o para descrever um refluxo conservador dentro do próprio modernismo: a busca do refúgio contra seu formidável desafio lírico num perfeccionismo do detalhe e do humor irônico (ANDERSON, 1999, p.09).
Requisitando uma nova forma de representação dos problemas atuais, a Arte Contemporânea é norteada, principalmente, por questões que afetam a todos diretamente, seja na rua, nos conceitos, nas relações pessoais, na mídia e na própria arte. Traz à tona um momento de integração das linguagens artísticas, combinando instalações, performances, imagens, textos e tecnologias.
Essa integração, em uma só obra, é fruto das relações sociais que, cada vez mais interligadas pelo fenômeno da globalização, promovem uma expansão de conceitos determinantes em diferentes culturas. O que resulta numa miscelânea de gostos e costumes apreciados em grandes mostras internacionais de arte como as bienais de Veneza e a Documenta de Kassel, que se cristalizam como as mostras coletivas mais importantes do mundo.
RECORTE HISTÓRICO DOS ESTILOS CONTEMPORÂNEOS
A modernidade caracterizou-se por produzir diferentes estilos concomitantes e variadas correntes, numa demonstração de diversidades de gostos e, já de certa forma, numa busca pela originalidade, estilo próprio e pelo uso da criatividade na estética. O “Pós-Modernismo” possui correntes artísticas que diferem entre si, mas que reagem à liberdade da técnica disseminada pela pintura de ação modernista.
HARD EDGE
Aos poucos o Action Painting é abandonado. Inaugurando um período, surge o Hard Edge Painting (pintura com contorno marcado) em Nova York, adotando o rigor do controle da técnica em função da liberdade sugerida pelo Expressionismo Abstrato. “A pintura Hard Edge usa formas simples e contornos rígidos. Os quadros são precisos e frios, como se feitos à máquina” (STRIKLAND, 2002, p.170). Foi neste estilo de arte que os artistas passaram a usar telas em que seus formatos de triangulos, circulos e outras formas irregulares passaram a tornar-se parte da composição.
ARTE POP
Os anos 50 e 60 dão continuidade à história da arte com a Arte Pop e o resgate do figurativismo. Ela tem como características a impactante captação de imagens de produtos da mídia e da industria, uma forma de crítica ou, por que não, exaltação à sociedade de consumo. Ela “elevou a ícones os mais crassos objetos de consumo, como hamburgueres, louça sanitária, cortadores de grama, estojos de batom, pilhas de espaguete e celebridades como Elvis Presley” (STRICKLAND, 2002, p. 174).
Os trabalhos confeccionados possuíam grandes dimensões e revelavam, de forma bem humorada, imagens de quadrinhos e de objetos do cotidiano, como fez Andy Warhol em suas obras retratando latas de sopa Campbell e a atriz Marilyn Monroe, caracterizando o consumo das massas.
Warhol foi um mestre em autopromoção e abusou da irreverência. Sua obra é realmente centrada em torno da mercantilização, e as grandes imagens de outdoors da garrafa de Coca-Cola ou da lata de sopa Campbell, que explicitamente enfatizam o fetichismo das mercadorias, remete Jameson (1997, p. 35).
ARTE OP
O termo optical alude à capacidade de exploração do olho perante determinadas obras pictóricas ou escultóricas. A Arte Op surgida na década de 50, procurava acentuar certos efeitos ópticos de natureza instável através de movimentos aparentes, imagens ambíguas e ilusões espaciais. Produz um jogo de efeitos entre cores, tons ou formas o que causa a sensação de movimento. “O que é novo na Op Art é que ela estende a ilusão de óptica até a arte não figurativa e a faz funcionar de todas as formas concebíveis”, remete JANSON (1996 p. 393).
MINIMALISMO
Momento em que a arte se mostra despretensiosa e básica, afastando-se de sua função ideológica de representação, de marcas pessoais ou mensagem. Os artistas procuravam imediatismo, criando obras que ganharam notoriedade por sua simplicidade de apresentação com formas mínimas que deram corpo ao movimento minimalista na década de 60. Sua produção artística constituía telas monocromáticas e esculturas formadas por objetos pré-fabricados, como caixas de metal e até mesmo tijolos. Nele os objetos assumem posições seqüenciais.
Na visão pessimista de GARDNER (1996, p. 97), esse tipo de arte viria a ser o prenúncio do “fim da História da Arte”, tudo já havia sido feito.
ARTE CONCEITUAL
Movimento artístico que, em toda história da arte, aboliu a pintura em sua tipologia de composição, adotando o termo objeto como designação de alguns tipos de trabalho e considerando a idéia, o conceito, por trás da confecção de uma obra artística. Quem deu nome ao movimento foi o artista Sol Le Witt, para ele “a própria idéia, mesmo se não é tornada visual é uma obra de arte, tanto quanto qualquer produto” (STRICKLAND, 2002, P. 178). Com o artista moderno Marcel Duchamp podem ser percebidos os primeiros indícios da sobrevalorização do conceito. Na Arte Conceitual o artista utiliza a arte como veículo de comunicação, pois ela exige a participação mental do espectador.
A Arte Conceitual ainda possui como sub movimentos a Arte Processo que parte do preceito de concepção da obra como idéia; a Arte Ambiental que é exposta ao ar livre, aproveitando o ambiente externo, das ruas e a natureza; a Arte Performática que deriva dos Happennings (surgidos na década de 60 com as apresentações públicas de Alan Kaprow), sugerindo um tipo de arte onde o artista utiliza o corpo como uma expressão cênica e as instalações como formas de representação em montagens utilizando objetos retirados de seu contexto usual para outro, que ressurge com uma nova significação partindo de uma idéia do artista. As instalações proporcionam ao fruidor, a possibilidade de poder entrar na obra, fazer parte dela.
ARTE POVERA
Nos anos 70 surgiu na Itália a arte Povera. Significando Arte Pobre, sofreu influência da arte Conceitual e promoveu uma reação ao Minimalismo.
O objetivo da Arte Povera era desafiar os padrões da arte vigente criando imagens coerentes, mas fora da relação convencional de objetos e substâncias, como um verdadeiro desafio à ordem estabelecida. Como muitos movimentos, absorvia temas de cunho político como a oposição mundial à guerra do Vietnã.
Um tipo de arte com a intenção de interagir com o público através de instalações, esculturas e montagens com fotos, pintura e outros materiais não convencionais como terra, madeira, pedaços de árvore, ferramentas agrícolas, terra, metal, feltro, espelhos e trapos.
FOTORREALISMO
Proporcionando um revival do Realismo, o Fotorrealismo, também conhecido como Hiper-realismo, mostra uma forma de retratar a realidade em uma fidelidade fotográfica. Porém, o que difere este movimento da década de 60 dos estilos tradicionais, dentro da história da arte, é que além dos artistas utilizarem aparelhos tecnológicos como projeção de slides e o airbrush.
Resultam deste trabalho, pinturas que se confundem com fotografias e esculturas que se confundem com pessoas. A arte fotorrealista, além da realidade, também exprime em suas obras simbologias e expressividade, utilizando a técnica clássica de perspectiva e desenho e a preocupação minuciosa com detalhes, cores, formas e textura. Utiliza-se de cores luminosas e pequenas figuras incidentais, para pintar de maneira irônica e bonita o mundo ao nosso redor.
O Hiper-Realismo abriu espaço para o estilo neofigurativo. O australiano Ron Muek é um expoente com suas esculturas que reproduzem detalhes fiéis da figura humana em proporções mínimas ou gigantescas.


NEOFIGURAÇÃO
Movimento dos anos 70 e 80 que se baseia em seus principais preceitos, como o figurativismo e a expressividade. Um retorno do figurativismo por uma perspectiva diferente. Na pintura do alemão Anselm Kiefer, por exemplo, paisagens e pessoas aparecem num mundo expressionista de angústia e solidão.
NEO-EXPRESSIONISMO
Modalidade artística resgatada a partir da década de 80, ao voltar a registrar os sentimentos através da arte. Foi fortemente influenciado pelo Expressionismo, Simbolismo e Surrealismo. Trouxe de volta a pintura e a escultura, com suas representações críticas, emocionais e subjetivas, após algumas décadas. Formulando o devir da arte em sua história universal. Os artistas costumavam utilizar tintas misturadas a materiais como areia, palha e outros, colados à tela.
A arte dos anos 90 e da virada do século reafirma as tendências supracitadas enveredando-se ainda mais na política e causas sociais, ambientais e econômicos. Mostra ainda a proliferação da arte performática, das instalações e suportes associados a gêneros híbridos e materiais variados.
http://www.uema.br/revista_emfoco/anaisfrancisca.htm
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